Alimentos para crianças em fase de crescimento - Minha Vida
Crianças vibram com o prato que transborda energia A presença de carboidratos se destaca na fase de crescimento acelerado
A partir dos dois anos de idade, a criança passa por diversas e constantes transformações. E a alimentação exerce grande influência nesse processo, tendo papel fundamental no desenvolvimento dos músculos, no crescimento dos ossos e na manutenção do peso.
As mudanças mais notáveis acontecem até a puberdade, que costuma chegar por volta dos 12 anos, nos meninos, e depois dos 10 nas meninas. Até atingir essa idade, as crianças de ambos os sexos ganham, em média, três quilos por ano. Já a estatura aumenta de seis a oito centímetros, anualmente. O ritmo de crescimento desacelera conforme a criança se aproxima da puberdade, fase em que o crescimento retoma a velocidade.
Carboidratos são responsáveis por tanta disposição
A quantidade de energia necessária para a criançada crescer é determinada de acordo com a idade, sexo, peso, altura e nível de atividade física. Um menino de quatro anos, com 15 quilos e medindo 1,02 metros, por exemplo, precisa de 1.700 calorias diárias, aproximadamente. Para obter toda essa energia, os carboidratos (encontrados nos pães, cereais, frutas e legumes) devem estar presentes na maior parte da alimentação, representando de 50 a 60% do cardápio e divididos entre todas as refeições do dia. Ainda tomando a dieta de 1.700 calorias diárias como exemplo, os carboidratos correspondem a 850 desse total, o equivalente a 212,5 gramas. (Os princípios da pirâmide alimentar também servem para os pequenos)
As proteínas são outras participantes de peso no prato das crianças. Encontradas nas carnes, leguminosas (feijão, lentilha, soja), leite e
derivados, elas são as responsáveis pelo fornecimento de aminoácidos essenciais, colaboradores na formação e no desenvolvimento do organismo. Crianças de um a três anos precisam ingerir, pelo menos, 13 gramas de proteína, por dia. Já aquelas que estão entre os quatro e oito anos de idade necessitam de 19 gramas diárias, enquanto a faixa etária de nove a 13 anos exige 34 gramas diariamente. (Todas as dicas para seu filho nunca mais fugir do aviãozinho cheio de comida)
No time dos alimentos que devem ser evitados por causarem diversos malefícios à saúde estão os gordurosos, que podem levar ao aumento das taxas de colesterol e ao excesso de peso, por exemplo. (Motivos de sobra para trocar as frituras pelos grelhados). No entanto, alguns tipos de gordura desempenham atividades importantes no organismo. As vitaminas A, D, E e K, por exemplo, só são absorvidas quando a gordura está presente. Por isso, elas devem corresponder de 25 a 30% do valor calórico total da dieta. Boas opções para atingir essa meta são azeite, óleo e creme vegetal, carnes, leites e derivados. (Confira todos os benefícios do grupo das vitaminas).
Além dos macronutrientes, cálcio, ferro, zinco e vitamina A, representantes do time dos micronutrientes, também merecem destaque no cardápio das crianças. O ferro está envolvido em tarefas como transporte de oxigênio para todas as células, transporte de elétrons para a produção de energia e síntese de DNA. É fácil encontrar o mineral nas carnes vermelhas e verduras verde-escuras. Os valores recomendados para as crianças variam de 7 a 10 miligramas por dia. Um bife médio de carne vermelha contém 2,31 mg.
Por ser um componente dos pigmentos visuais, o papel que a vitamina A desempenha sobre a nossa visão ocupa a primeira posição na lista de funções da vitamina. Sua absorção pode ser prejudicada em situações comumente vivenciadas na infância, como infecções intestinais e respiratórias, e sarampo. Assim, alimentos fortificados, frutas e vegetais de cor alaranjada são muito bem-vindos no prato dos pequenos, já que eles são boas fontes de pró-vitamina A. O consumo ideal varia de acordo com a idade da criança, mas fica entre 300 e 600 microgramas por dia. Meia xícara de cenoura picada apresenta 385 mcg.
Micronutrientes para o crescimento
Já o zinco é fundamental para o crescimento e desenvolvimento da criançada, além de participar do fortalecimento do sistema imunológico. Suas principais fontes alimentares são as carnes e a
Leite e derivados continuam tendo papel relevante
recomendação diária gira em torno de 3 a 8 miligramas. Um bife médio de carne vermelha oferece 5,8 mg.
O cálcio, nutriente envolvido na formação óssea, é bem representado pelo leite, que continua sendo fundamental no menu infantil. A ingestão adequada durante a fase de crescimento está associada à prevenção de fraturas ósseas em idades mais avançadas. A recomendação é que os pequenos tomem meio litro de leite, diariamente. A quantidade pode ser completada com derivados do leite, como iogurte e queijo. (Veja a importância de outros minerais na alimentação)
Vale lembrar que o apetite das crianças é bem variável. Portanto, não é preciso forçar a ingestão, caso eles relutem. A insistência de alguns pais pode resultar em problemas com a balança ou aversão por determinados alimentos. Mas estabelecer uma rotina, determinando horários certos para as refeições, ajuda a criança a criar bons hábitos alimentares e evita que ela petisque salgadinhos e balas entre os pratos principais.
As guloseimas não precisam ser excluídas do cardápio, porém, controlar a ingestão é necessário. Em excesso, as delícias podem levar a não aceitação de alimentos importantes para o desenvolvimento, como legumes, frutas e verduras. Sem contar que elas estão relacionadas ao aumento de peso, ao desenvolvimento da resistência à insulina (pré-diabetes) e alterações sanguíneas de colesterol e diabetes.
"Eu já fiz dietas algumas vezes, e percebi que o fator que mais me ajudou, além da minha disciplina, foi fazer da minha dieta o meu dia-a-dia. Eu nem lembrava que estava fazendo dieta, não ficava me pesando toda hora. O resultado foi bem melhor do que as outras tentativas. Emagreci sem sofrer. "
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