Intoxicação em crianças é relacionada ao consumo de especiarias

Chumbo em quantidades elevadas pode provocar danos ao sistema cognitivo

Por Minha Vida - publicado em 15/03/2010


A maioria dos pais se preocupa ou deveria se preocupar em manter as crianças longe de brinquedos ou objetos contendo por tratar-se de um metal tóxico. De fato, dois terços dos casos de intoxicação por chumbo tratam-se de crianças que põem na boca ou ingerem objetos em casa. Mas, segundo um novo estudo, o chumbo também pode estar escondido na despensa da cozinha.

Após vários relatos de intoxicação por chumbo em crianças indianas, pesquisadores norte-americanos relacionaram o fato ao consumo de especiarias indianas. Através da medição da quantidade do metal nesses temperos, foi descoberto que alguns deles continham mais de 1 micrograma de chumbo por grama do produto, o que pode causar danos à saúde.  

A equipe visitou 15 lojas da especialidade indiana na área de Boston e comparou 86 especiarias indianas e produtos alimentares. Em boa parte desses produtos, como o cardamomo, trigonela e pó de pimentão, foi encontrada a quantidade de 1 micrograma de chumbo por grama.

Apesar do nível de chumbo estar abaixo do limite permitido pelos Estados Unidos, que é de 2 a 3 mcg/g de chumbo, os autores do estudo dizem que, independentemente da quantidade, a presença desse metal nos produtos alimentícios deve ser motivo de preocupação, pois pode ser combinado com outras fontes de exposição ao chumbo, potencializando seus efeitos negativos.

Com a exposição repetida em níveis elevados o suficiente, o chumbo pode causar danos cognitivos e alterações comportamentais em crianças. Na maioria dos casos, a intoxicação por chumbo pode ser tratada de forma simples, como evitar que elas entrem em contato com objetos que contenham chumbo ou fazer com que elas realizam dieta balanceada com quantidade suficiente de ferro, cálcio e vitamina C, carência nesses alimentos podem aumentar a absorção de chumbo pelo corpo.

Em casos extremos de longa exposição ao chumbo, os médicos usam medicamentos que se ligam ao elemento, fazendo com que ele seja expelido pela urina. Porém, segundo especialistas, em casos graves de intoxicação, os danos ao desenvolvimento da criança e em seu sistema cognitivo podem ser permanentes. Além de efeitos como aumento de pressão sanguínea e ferimentos nos rins.  


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