Carne vermelha em excesso pode diminuir fertilidade masculina

Consumo deve ser restrito a um bife por dia para evitar problemas

Por Minha Vida - publicado em 04/10/2011


O consumo excessivo de carne vermelha pode aumentar as chances de infertilidade masculina, diz um estudo feito pela Faculdade de Medicina de Jundiaí. Segundo os pesquisadores, comer mais de um bife por dia, tanto de carne bovina quanto a carne suína, já é o bastante para causar problemas em homens propensos a ter problemas de fertilidade.

Foram entrevistados 250 homens que sofriam com infertilidade e precisaram recorrer à fertilização assistida. Durante a conversa, todos os homens relataram que consumiam grandes quantidades de carne vermelha por dia. A partir daí, os cientistas procuraram encontrar uma relação entre a carne vermelha e a infertilidade masculina. 

Eles afirmam que o excesso de carne vermelha pode influenciar a qualidade do sêmen, prejudicar a movimentação dos espermatozoides e reduzir a capacidade do esperma de gerar um bom embrião. Isso ocorre porque a carne vermelha em excesso desencadeia um processo de estresse no organismo e, com isso, desiquilibra a produção de antioxidantes e radicais livres pelo corpo. Com isso, ocorrem alterações no funcionamento de todas as células, inclusive os espermatozoides.

Mas, de acordo com os autores do estudo, os homens não precisam abrir mão do churrasco ou muito menos virarem vegetarianos para garantir a fertilidade. Já que o problema está no excesso de carne vermelha, basta tirá-la do prato alguns dias da semana, além de ingerir mais vegetais e frutas, que contêm poderosos antioxidantes que melhoram a qualidade do esperma. 

Fertilidade masculina

Além da alimentação, alguns cuidados no dia a dia também ajudam a preservar a fertilidade masculina, como não usar o laptop no colo. O uso prolongado de laptop, apoiado sobre os joelhos, pode diminuir a fertilidade dos homens, adverte a equipe de especialistas em urologia e esterilidade masculina da Universidade do Estado de Nova York, que dirigiu o estudo publicado na revista europeia Human Reproduction.

Segundo os especialistas, a temperatura da região genital masculina aumenta em uma média de 2,6 graus Celsius à esquerda e 2,8 graus à direita, durante o uso dos laptops.

Os pesquisadores constataram ainda que a concentração do esperma pode diminuir em 40% a cada grau que a temperatura diária média aumenta nos testículos, o que intensifica a ação negativa do uso deste tipo de computadores pelos homens. 


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