A história da culinária chinesa tem mais de 3 mil anos e divide-se em quatro grupos: pratos do norte, sul, leste e oeste do país. Mas ela não se resume aos sabores exóticos que rendem cara feia a muitos desavisados: cachorros, gatos, cobras e macacos realmente fazem parte do menu local. Mas nunca são oferecidos para turistas e, até entre os chineses, eles são vistos como um pedido esquisito.
O consumo desses animais, aliás, tem explicação histórica: as dimensões continentais da China e a grande população fazem com que muitas pessoas morem em áreas de deserto ou em regiões afastadas, precisando adaptar o paladar ao que a natureza oferece.
A cozinha chinesa é extremamente variada, farta , afirma Thomas Liu, diretor da Lig-Lig (empresa que mais difunde a culinária chinesa aqui no Brasil). Por lá, a maioria dos restaurantes apresenta cozinhas envidraçadas, de maneira que os clientes possam visualizar a manipulação e o preparo dos alimentos, reforçando a importância da higiene.
Pequim simboliza o norte do país, enquanto Cantão lembra o Sul. Já Xangai representa o leste e Sichuan, o oeste. O norte e o sul destacam-se dos demais, por concentrarem a maioria da população. No norte, os principais alimentos são o talharim, o pão no vapor e os bolinhos de carne. Já no sul, os pratos apresentam acompanhamentos de arroz e sabores mais adocicados , afirma Thomas.
Mesmo com essa separação, existem alimentos típicos que são consumidos por todo país e estão acessíveis a qualquer turista. Entre eles, o arroz chama atenção: é servido frito, cozido e até em forma de sopa, além de render pudim ou vir embrulhado numa folha de bambu. O tradicional bolinho de arroz e farinha também faz sucesso.
Os 4 mandamentos
Os chineses seguem à risca quatro mandamentos quando estão preparando qualquer tipo de prato. Os pratos chineses, para estarem realmente completos, precisam apresentar, cor, perfume, paladar e apresentação esmerada explica Thomas Liu. Daí o uso de ingredientes diferentes. Mas sempre com bastante equilíbrio, para garantir o perfume e o paladar. A intenção vai além de saciar a fome, preciso deliciar todos os sentidos , afirma o especialista.
A riqueza de nutrientes também está muito presente na culinária daquele país. Usar cores fortes, que contrastem com o ingrediente principal, é um recuso bastante empregado para atiçar a visão.
O equilíbrio entre os ingredientes é outra preocupação. Para cada prato que tem como item principal a carne os chineses complementam com 1/3 de vegetais. O contrário também acontece: um prato composto principalmente de vegetais precisa de 1/3 de carne ressalta Thomas Liu.
E os chineses são bons de garfo: depois do horário de serviço, o principal passeio está ligado à ceia, quando eles param para comer alguma coisa e conversar com amigos, aliviando as tensões do dia.
Existem receitas típicas da culinária chinesa que são bem fáceis de fazer. A Lig-Lig indicou duas delas (uma doce e uma salgada), para você estrear seus dotes na lida com uma das culinárias mais completas do mundo.
Camarão empanado
Banana Caramelada