Risco de problemas cardíacos é 25% maior em mulheres fumantes

Mesmo fumando menos cigarros do que os homens, elas correm mais perigo

Por Minha Vida - publicado em 11/08/2011


Um estudo publicado no periódico The Lancet revelou que mulheres adeptas do tabagismo correm mais riscos de sofrer de doenças cardíacas do que homens, mesmo fumando menos cigarros. A análise foi liderada por pesquisadores da University of Minnesota e da University in Maryland, ambas nos Estados Unidos.

Para a pesquisa, foram analisados 86 estudos anteriores envolvendo mais de quatro milhões de pessoas. Divididas em 75 grupos, essas pessoas tiveram as suas fichas avaliadas para que fosse possível identificar a probabilidade de apresentarem problemas cardíacos.

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Após ajustar todos os fatores de risco para fumantes de ambos os sexos, os resultados apontaram para o fato de que mulheres fumantes apresentam riscos 25% maiores de ter doenças coronárias do que homens fumantes. Além disso, foi constatado que essa probabilidade ligada ao sexo feminino aumenta em 2% a cada ano de consumo do cigarro.

O tabagismo é uma das principais causas das doenças coronárias e, segundo os autores da pesquisa, a expectativa é de que o número de usuários continue crescendo a cada ano.

Tabagismo pode causar infertilidade
O cigarro contém mais de mil diferentes componentes e a maioria deles faz mal à saúde. Grande parte das consequências relacionadas ao fumo está relacionada a problemas cardiovasculares e respiratórios. Além disso, vários estudos apontam que ele está ligado à queda da fertilidade, tanto nos homens quanto nas mulheres.

Antigamente, fumar era considerado "glamour", elegância. Viam-se jovens nas telas de cinema tragando seus cigarros com piteiras ao fazer caras e bocas, professores e alunos fumavam nas salas das universidades e até médicos poderiam estar fumando durante as consultas livremente. Eles não sabiam o que estavam fazendo.

Atualmente, a informação existe e devemos utilizá-la em nosso favor. O comportamento das pessoas em relação ao cigarro está mudado e já existem leis que proíbem tabagismo em lugares fechados. No entanto, ainda há muita falta de respeito ao próximo e, principalmente, de informação.

Em relação ao impacto na fertilidade feminina, o tabagismo pode causar:

1. Atraso na primeira menstruação;
2. Antecipação da menopausa;
3. Aumento de irregularidades menstruais;
4. Piora da qualidade dos folículos;
5. Alteração da função fisiológica das trompas;
6. Alterações hormonais;
7. Interferência na formação dos óvulos e fertilização;
8. Dificuldade de implantação do óvulo.

Quanto à fertilidade masculina:

1. Afetar a formação dos espermatozóides;
2. Diminuir a concentração, o formato e a motilidade (capacidade de nadar rápido e linear);
3. Piora o potencial de fertilização;
4. Aumenta o estresse oxidativo (radicais livres).


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