Sinônimos: Hipertensão induzida pela gravidez
A pré-eclâmpsia é uma doença gestacional em que, após a 20ª semana (fim do 2º ou 3º trimestre), a gestante desenvolve hipertensão e desenvolve proteína na urina.
A causa exata da pré-eclâmpsia ainda é desconhecida. As possíveis causas incluem:
A pré-eclâmpsia ocorre em uma pequena porcentagem das gestações. Os fatores de risco incluem:
O médico realizará um exame físico e solicitará testes laboratoriais. Possíveis sinais de pré-eclâmpsia:
O exame físico também pode indicar:
Também serão realizados exames de sangue e de urina. Os possíveis resultados anormais incluem:
O médico também solicitará outros testes para verificar a coagulação do sangue e monitorar a saúde do bebê. Alguns testes que monitoram o bem-estar do bebê incluem ultrassom de gravidez, teste sem estresse e perfil biofísico. Os resultados desses testes ajudarão o médico a decidir se o parto do bebê precisa ser realizado imediatamente.
As mulheres que, no início da gestação, tinham pressão arterial muito baixa, mas apresentaram um aumento significativo, precisam ser monitoradas cuidadosamente para verificar a ocorrência de outros sinais de pré-eclâmpsia.
Geralmente, as mulheres diagnosticadas com pré-eclâmpsia não se sentem doentes.
Possíveis sintomas da pré-eclâmpsia:
Observação: apresentar um pouco de inchaço nos pés e tornozelos é considerado normal durante a gravidez.
Sintomas de pré-eclâmpsia mais grave:
Consulte seu médico se você apresentar sintomas de pré-eclâmpsia durante a gravidez.
A única forma de curar a pré-eclâmpsia é realizar o parto do bebê.
Se o bebê já estiver bem desenvolvido (geralmente com 37 semanas ou mais), o médico pode optar pelo parto para que a pré-eclâmpsia não piore. A gestante pode receber diferentes tratamentos para ajudar a iniciar o trabalho de parto ou pode ser necessário realizar uma cesariana.
Se o bebê não estiver totalmente desenvolvido e a pré-eclâmpsia não for grave, a doença geralmente pode ser controlada em casa até que o bebê tenha uma boa chance de sobreviver após o parto. As possíveis recomendações médicas para isso são:
Procure o médico imediatamente se você ganhar mais peso ou apresentar novos sintomas.
Em alguns casos, a gestante com pré-eclâmpsia é internada em um hospital para que a equipe médica possa monitorar cuidadosamente a mãe e o bebê.
O tratamento pode incluir:
Você e o médico continuarão discutindo o melhor momento para realizar o parto do bebê, levando em consideração:
O parto do bebê deve ser realizado se você apresentar sinais de pré-eclâmpsia grave, como:
Geralmente, a hipertensão, a proteína na urina e os outros efeitos da pré-eclâmpsia desaparecem por completo em até seis semanas após o parto. Entretanto, em alguns casos a hipertensão piora nos primeiros dias após o parto.
Uma mulher com histórico de pré-eclâmpsia corre o risco de apresentar a doença novamente em futuras gestações. Geralmente, ela não é tão grave como na primeira gravidez.
As mulheres que apresentaram problemas de hipertensão em mais de uma gravidez têm mais chances de apresentar hipertensão ao envelhecer.
A morte da gestante por pré-eclâmpsia é rara nos Estados Unidos. O risco de morte do bebê depende da gravidade da doença e da prematuridade do bebê quando ele nasce.
A pré-eclâmpsia pode se transformar em eclâmpsia se a mãe tiver convulsões. Podem ocorrer complicações para o bebê se o parto for realizado de forma prematura.
Outras possíveis complicações graves para a mãe:
Entretanto, essas complicações não são comuns.
A pré-eclâmpsia grave pode causar a síndrome de HELLP.
Embora não exista uma forma conhecida de evitar a pré-eclâmpsia, é importante que todas as gestantes comecem o pré-natal cedo e continuem realizando os exames até o fim da gravidez. Isso permite que o médico descubra e trate doenças como a pré-eclâmpsia o mais cedo possível.
Um pré-natal adequado é essencial. Em todas as consultas, o médico examinará seu peso, pressão arterial e urina (por meio de um teste com fita reativa) para verificar se você apresenta pré-eclâmpsia.
Assim como em qualquer gestação, uma boa dieta pré-natal com vitaminas, antioxidantes, minerais e os grupos básicos de alimentos é muito importante. Também é essencial diminuir a ingestão de alimentos processados e açúcares refinados e cortar completamente a cafeína, o álcool e todos os medicamentos não receitados por um médico. Converse com seu médico antes de tomar qualquer suplemento, incluindo fórmulas fitoterápicas.
Fontes e referências:
Sibai BM. Hypertension. In: Gabbe SG, Niebyl JR, Simpson JL, eds. Obstetrics - Normal and Problem Pregnancies. 5th ed. Philadelphia, Pa: Elsevier Churchill Livingstone; 2007:chap 33.
Cunnigham FG, Leveno KL, Bloom SL, et al. Hypertensive disorders in pregnancy. In: Cunnigham FG, Leveno KL, Bloom SL, et al, eds. Williams Obstetrics. 22nd ed. New York, NY; McGraw-Hill; 2005:chap 34.
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